sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Afinal, quem manda no PSDB?

A nota abaixo está no blog do jornalista Ricardo Noblat. Vale a leitura, antes das conclusões:

Serra diz que só vai se envolver com eleições em 2010

Em resposta ao pedido dos diretórios estaduais do PSDB que querem antecipar a escolha do candidato a presidente pelo partido, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) reforçou nesta quinta-feira, 19, em Curitiba que não vai se envolver em campanha eleitoral "até o momento em que nos aproximemos da época da desincompatibilização". O outro presidenciável do partido, o governador mineiro, Aécio Neves, aproveitou a cobrança dos tucanos nos Estado para voltar a pedir a antecipação do processo de escolha.

Bem, é simples a questão: quem, afinal, manda nesta esbórnia chamada PSDB? O jogo agora parece meio surreal: no PT, não há ninguém, neste momento, contestando a candidatura da ministra Dilma Rousseff. Já no ninho tucano, o clima é meio parecido com o que rolou ontem no Estádio Olímpico. Serra deve ser o Obina, Aécio tem jeito de Danilo. O fato é que os dois companheiros se estapearam em público e este blog está curioso para ver até quando vai a paciência do governador paulista. Serra gostou de ser chamado de "coiso" por Ciro Gomes, ao lado de Aécio Neves? Não, certamente não gostou.

Mas calou o bico, em nome de seu próprio desejo de se tornar o sucessor de Lula. Este blog avalia que, até aqui, Aécio tem jogado muito melhor do que Serra. Muito é pouco neste caso, porque o governador prefere se decidar a questões menores, que acha grandes. Até agora, porém, não resolveu o básico - Febem (Fundação Casa) e Segurança Pública, atributos do governo do Estado. O que é de Lula, Serra manda brasa; em seu quintal, comporta-se como se estivesse fora da disputa. Não está, e terá que dar a cara para bater. Pode não ser bom.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ano sabático para o tricolor

O campeonato brasileiro ainda não acabou, mas o jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog, escreveu em uma linha a solução para os problemas do futebol nacional: é preciso que o São Paulo Futebol Clube tire um ano sabático em 2010 para que as demais agremiações tenham alguma chance de se tornarem campeãs do Brasileirão. Do contrário, perde a graça.

Este blog concorda: o tricolor deveria disputar, como convidado, algum campeonato na Europa. Talvez por mais de um ano - um giro completo seria o ideal: Inglaterra, Espanha, Itália e França. Se bobear, o clube volta para o Brasil com quatro canecos. Enquanto isto, curintians, parmeira, santus, framengo e fruminense poderiam medir forças e treinar muito para a volta do Campeão. Sim, é preciso sempre lembrar: o Campeão voltou! Sorry, periferia, mas é simples assim.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quem avisa, amigo é

Corre o boato que foi o palmeirense José Serra quem aconselhou Obina a não levar desaforo para casa. E que ele mesmo, o governador, estava no Olímpico nesta fatídica noite de quarta-feira. Deve ser tudo verdade, mas o fato é que este blog aposta um Red Label na desclassificação do poderoso alviverde do G4. É isto mesmo: o time de Muricy não vai para a Libertadores de 2010. Quem viver, verá! E quem quiser apostar pode mandar um e-mail para o blogueiro. Se a nação alviverde for tão esperançosa como a corintiana, o autor destas Entrelinhas vai passar 2010 tomando scotch de graça...

Palmeiras patético

Não dá para não rir. Coitado do professor Belluzzo, vai ter muito trabalho pela frente para amainar as coisas no Parque Antártica. O time perdeu a cabeça. Pode até virar o jogo contra o Grêmio, mas está com uma cara de fim de festa inacreditável. Até briga de rua os jogadores estão aprontando no gramado do Olímpico. Entre eles, o que é pior...

Um Lugo brasileiro?

Este blog nem vai reproduzir, quem quiser saciar a curiosidade, que vá lá no Cláudio Humberto e leia a nota "Ex-empregada afirma ter um filho com FHC". Só não dá para não comentar: se as coisas continuarem neste ritmo, logo mais Fernando Henrique Cardoso ganhará o garboso apelido de "Lugo brasileiro". Segundo ponto, muito importante: pelo que descreve o ex-porta-voz de Collor de Mello, a célebre frase "eu tenho um pé na cozinha" já está devidamente explicada. Ou, pensando melhor, não é bem o pé que foi para a cozinha...

Tudo somado, a verdade é que o senador Renan Calheiros é realmente um grande injustiçado. Sortudo, mas injustiçado...

Justiça errou: cariocada a caminho

A suspensão, no STJD, dos jogadores Jean, Dagoberto e Borges por três partidas é um absurdo completo e absoluto. É evidente que está em curso uma armação para tirar o tetracampeonato do glorioso tricolor do Morumbi. E o Flamengo é o candidato a, literalmente, roubar a taça que, por merecimento, já deveria estar sendo despachada para a sede do São Paulo, no bairro do Morumbi. Ok, é bem verdade que não é bom para o marketing do campeonato brasileiro que um mesmo time leve quatro vezes seguidas a taça para casa, mas a verdade é que ninguém conseguiu ser mais competente que o tricolor paulista. Sim, é simples assim, só a ladroagem - que já começou - pode tirar o hepta-tetra do SPFC neste ano da graça de 2009. E o palpite do blog é que, apesar das tentativas, a taça vai mesmo é para o Morumbi.

Justiça acertou: decisão é de Lula

Muito natural e correto o entendimento do STF de que cabe ao presidente da República a decisão sobre a extradição de Cesare Battisti. Estranho seria o Judiciário decidir a questão e mandar executá-la. Claro que a execuçãodo que foi decidido cabe ao poder... Executivo. Analistas de direita estão dando como certo que Lula vá negar a extradição e manter Battisti no Brasil. Bem, é o cenário mais provável, mas este blog não está tão certo de que isto realmente venha a ocorrer. Talvez o presidente prefira seguir a decisão do Judiciário justamente para que ninguém diga que ele resolveu a questão sozinho. Melhor esperar e ver o desfecho da história.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Aécio: se Serra vence, o Brasil para

Com amigos assim, o governador José Serra deveria dispensar os inimigos. Só para lembrar: Aécio Neves é tão tucano como Serra e não pode mais deixar o partido para disputar a eleição de 2010. No PSDB está, no PSDB ficará. A nota é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

NUNCA MAIS
Em conversa recente com empresários, Aécio Neves (PSDB-MG), cada vez mais empenhado em convencê-los de que teria mais condições de governabilidade na Presidência da República do que José Serra, insinuou que, se o tucano paulista ganhar as eleições de 2010, “o governo pode parar”. Tudo por causa da radicalização do PT e dos movimentos sociais. “E aí vai ser aquela saudade imensa [do presidente Lula]. Em quatro anos, ele [Lula] volta e nós nunca mais ganhamos as eleições neste país.”

Iglecias: semana boa ou semana ruim?

A seguir, mais uma colaboração do professor Wagner Iglecias para o Entrelinhas. Como sempre, direto ao ponto.

Semaninha dificil para nossos principais políticos a que passou, não?

Tudo caminhava bem para o Planalto, com Lula recebendo o titulo de estadista do ano na Europa, Dilma subindo nas pesquisas e manchetes elogiosas ao Brasil aparecendo na imprensa internacional. Mas eis que veio o apagão, nos lembrando que nem tudo entre nós funciona na base do "nunca antes na História deste país".

Ato contínuo, a oposição vislumbrou a oportunidade de desgastar o governo, jogando-o na vala
comum dos apagões do passado, e, mais do que isto, carimbar em Dilma Roussef, responsável pela área das Minas e Energia no primeiro mandato de Lula, a pecha de má gestora. Mas eis que o "sobrenatural de Almeida" parece ter entrado em cena e a vingança dos governistas veio
a cavalo, ainda que involuntária, obviamente. Em plena sexta-feira 13 cairam as pesadíssimas vigas das obras do trecho sul do rodoanel, menina dos olhos das obras que o governador e candidato a presidente José Serra provavelmente exibirá no horário eleitoral da campanha do
ano que vem.

Como diz o outro, "yo no creo en las brujas, pero...".

Superstições a parte, Lula saiu-se com algo como "se Deus quiser isso (o apagão) não vai acontecer novamente", enquanto Serra mandou algo na linha do "pelo menos ninguém morreu", sobre o impressionante acidente no rodoanel.

O cidadão, atônito, vê os dois principais governantes do país demonstrarem a fragilidade do discurso da eficiência diante de dois fatos tão espetaculosos. Quem sabe, melhor assim. Quando Lula e Dilma chamarem para si um cabedal de sucessos na campanha de 2010 não faltará quem lembre a sociedade que naquelanoite de terça-feira boa parte do país ficou às escuras, à mercê do
acaso.

Quando Serra e os demo-tucanos perfilarem para o eleitor suas qualidades de gestores responsáveis e competentes não faltará quem recorde o eleitor que já não foi a primeira vez que uma obra pública em SP apresentou falha inacreditável. A semana passada foi boa, afinal, de fato, ninguém morreu. E nossos homens públicos se mostraram, ainda que a contragosto, bem menos perfeitos do que pensam.

Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor de Gestão de Políticas Públicas da USP

Alô, Serra, Cesar Maia quer carinho

A matéria abaixo está na Folha de S. Paulo desta terça-feira. Ao que parece, o pessoal do DEM e PSDB está precisando discutir a relação. Não fica bem para o governador José Serra ter no partido aliado um dos líderes mais importantes, pai do presidente nacional da legenda, tão crítico de sua pessoa. Este blog acha que Cesar Maia está carente, precisando de uma boa conversa e de um ouvido compreensivo. Se Serra não der atenção ao ex-prefeito, vai aparecer quem dê. Lá em Minas, por exemplo, há alguém cheio de amor para dar. Abre o olho, José Serra...

Serra lembra os "piores caudilhos", diz Cesar Maia

Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio

DA REPORTAGEM LOCAL

A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), "lembra os piores caudilhos" ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.
Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.
"O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si", disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.
Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. "O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo."
Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que "gostaria muito" de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser "concreta" a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.
(CATIA SEABRA)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cadê a crise que estava aqui?

Parece mesmo que o gato comeu a crise financeira global, pelo menos no Brasil. Mas é claro que Míriam Leitão vai achar um jeitinho de dizer que o melhor outubro da história para o mercado de trabalho formal no país não é lá essas coisas... Ou então que é mérito dos "fundamentos" erigidos pelo gigante FHC.

Brasil gera 230 mil empregos e tem melhor outubro da história

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O mercado formal brasileiro registrou a criação de 230.956 vagas em outubro deste ano, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho. É o melhor resultado da série histórica, que começa em 1992.

No ano, foram registrados 1,163 milhão de empregos de janeiro a outubro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram criados 2,147 milhões.

Maluf quer Serra presidente do Brasil

O que vai abaixo está no blog do Josias de Souza, jornalista da Folha de S. Paulo. Sim, apoio não se recusa, se Maluf apoiar Dilma, ela certamente aceitará de bom grado a força que doutor Paulo pode dar. Mas a questão não é esta. A questão é quem Maluf prefere, isto diz muito dos candidatos que estão na disputa presidencial. E o coração dele bate mais forte por José Serra...

Presidente do PP-SP, Maluf pende para apoio a Serra

A depender da vontade do deputado Paulo Maluf, presidente do diretório do PP em São Paulo, o partido fecha com José Serra, não com Dilma Rousseff.
Em privado, Maluf diz: “Não tenho nenhum problema com o Serra. Se houver um acordo político que abra espaços para o PP, podemos negociar tranquilamente”.
Nesses diálogos reservados, Maluf realça os laços que o unem também ao DEM, parceiro de Serra na política de São Paulo.
Considera-se um impulsionador das carreiras políticas de Gilberto Kassab, prefeito da capital, e de Guilherme Afif, secretário de Emprego da gestão Serra.
“Não digo que os dois são minhas crias porque eles já atingiram a maioridade. Mas eles começaram na política comigo”.
Maluf dá de barato que o candidato do PSDB será Serra, não Aécio Neves. Acha que a sucessão de Lula será decidida no maior colégio eleitoral do país.
“São Paulo tem 22,5% dos eleitores do país. São 30 milhões de eleitores. Se o Serra levar 20 milhões de voto, sobram 10 milhões para a Dilma...”
“...Sinceramente, será muito difícil tirar essa diferença”. Lembra que, “em 89, o Lula perdeu a eleição para o Fernando Collor graças a São Paulo”.
“O Lula ganhou no Rio. Mas perdeu em São Paulo. A diferença foi de 4 milhões de votos. Na soma nacional, Lula perdeu por 1 milhão de votos”.
Recorda, de resto, que Lula foi batido em São Paulo nas duas eleições em que FHC prevaleceu sobre ele, em 1994 e 1998.
Afirma que, mesmo nas duas eleições em que triunfou, Lula perdeu em São Paulo –em 2002, para Serra; em 2006, para Geraldo Alckmin.
“O PT, com Lula, perdeu em São Paulo até para o Alckmin. É humilhante, mas é verdade”, diz Maluf. Acha que Dilma terá maiores dificuldades que o chefe.
Assediado pelos dois lados, o PP administra o seu patrimônio eletrônico com a barriga. Empurra a decisão para meados de 2010.
Há 20 dias, a bancada de congressistas da legenda jantou com Dilma, em Brasília. O repasto não resultou em apoio à presidenciável oficial.
Uma semana depois, o senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, almoçou, em São Paulo, com os grão-tucanos FHC e Sérgio Guerra. E nada.
Sócio minoritário do consórcio governista, o PP dá suporte congressual a Lula. Mantém na Esplanada um ministro: Márcio Fortes (Cidades).
A despeito disso, frequenta a ante-sala de 2010 dividido em três partes. Um pedaço da legenda quer a aliança com Dilma. Outra parte prefere Serra.
Um terceiro grupo advoga a tese de que o partido não deve fechar com nenhum dos dois, privilegiando as alianças estaduais.
No caso de São Paulo, a dúvida é: o apoio explícito de Maluf ajuda ou atrapalha?